Encontre aqui outras etapas
Partindo de Seiça, a etapa apresenta um percurso misto, formado por caminhos pedonais, estradas locais e municipais e pequenos troços da estrada nacional. O último dia exige algum esforço físico e, sobretudo, muita atenção na passagem por áreas urbanas densas (travessia da cidade de Ourém e chegada à Cova da Iria na envolvente do Santuário), de modo a garantir a devida segurança.
Esta parte do caminho enquadra-se no território montanhoso, árido e belo da Serra de Aire. Predominam serras calcárias e encostas rochosas, junto das quais emergem pequenos vales, covas e formações geológicas e fósseis que se remetem a milhões de anos. A par de uma imagem de ruralidade marcante, existem centros urbanos, que se desenvolveram em virtude de funções administrativas (Ourém) e religiosas (Fátima).
O património imaterial exprime valores associados à relação entre culturas, povos e religiões. A lenda de Oureana remete-se à coexistência e convivência entre cristãos e muçulmanos, nos séculos XI e XII, neste que foi um território de cultura moçárabe. Relata-nos a história de amor entre o cavaleiro templário e poeta cristão Gonçalo Hermingues e Fátima, a bela muçulmana, filha do emir mouro, que, pelo casamento, tomou o nome cristão de Oureana.
Termina o Caminho do Norte no Santuário de Fátima, junto da Capelinha das Aparições.